VEREADOR WELINTON FONSECA 'NEGÃO DO ISAÚ' DEVERÁ SER JULGADO NA PROXIMA SEMANA PELO PENÁRIO DO LEGISLATIVO

Postada em 02 setembro 2025, 17:05:00

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C/Rondônia

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Câmara de Ji-Paraná julgará se cassa ou não o mandato do vereador Wellington Porgeres Góes da Fonseca, o “Negão do Isaú”, na próxima quinta-feira

O vereador Wellington Porgeres Góes da Fonseca, conhecido como “Negão do Isaú”, enfrenta dois pedidos de cassação em plena legislatura 2024-2028. O primeiro, por ofensas a colegas na tribuna da Câmara Municipal; o segundo, por corrupção revelada na Operação Arcana Revelada, conduzida pela Polícia Civil, pelo Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) e pelo Ministério Público de Rondônia.

Segundo as investigações, Wellington, junto a outros parlamentares, teria exigido propina para aprovar um projeto de lei que beneficiava o biênio dos professores da educação.

Histórico de confrontos e polêmicas

Essa não é a primeira vez que o vereador se vê no centro de polêmicas. Durante a legislatura 2021-2024, Wellington presidiu a Câmara Municipal nos dois biênios. À frente da Casa, acumulou críticas por atropelar o Regimento Interno, desrespeitar colegas parlamentares e atuar em sintonia política com seu pai, o então prefeito Isaú Fonseca.

Juntos, pai e filho protagonizaram o que muitos chamaram de uma “guerra política” em Ji-Paraná. O ex-prefeito Isaú foi afastado duas vezes por corrupção — uma na Operação Horizonte de Eventos e outra na Operação Arcana Revelada. Além disso, também foi investigado na Operação Colapso, deflagrada logo nos primeiros seis meses de mandato, embora nesse caso não tenha sido afastado. Até hoje, Isaú segue respondendo a investigações por corrupção.

Wellington, por sua vez, chegou a perder momentaneamente a presidência da Câmara: primeiro por decisão da Justiça e, posteriormente, por votação unânime de seus colegas vereadores. Apesar disso, não houve perda definitiva do mandato.

As constantes confusões criadas por Isaú e, principalmente, por Wellington acabaram por diversas vezes no Judiciário, tornando ambos alvo de duras críticas de magistrados da cidade. Essas manifestações deixaram evidente a conduta irresponsável e truculenta com que Wellington conduzia o Poder Legislativo.

Perseguições e exonerações políticas

No comando da Câmara, Wellington foi acusado de perseguir vereadores de oposição a pedido do pai. Entre as práticas denunciadas, estava a exoneração de todos os cargos comissionados dos gabinetes de seus colegas, como forma de retaliação política.

A perseguição também incluía o bloqueio do atendimento às demandas desses vereadores junto à administração municipal. Oficios, pleitos e cobranças que deveriam ser destinados diretamente à Prefeitura não eram atendidos, por orientação de Wellington e de seu pai, Isaú Fonseca.

Os principais alvos dessas práticas foram os vereadores Marcelo Lemos, Westerley Cardoso, Janete, Rosana Pereira, Edísio Barroso e Jucélia Dalapícula. Muitos deles tiveram seus trabalhos legislativos totalmente inviabilizados e, em consequência, acabaram derrotados nas urnas, sem conseguir a reeleição, justamente pelo boicote institucional articulado por Wellington e Isaú.

Tentativa de vitimização

Na sessão desta terça-feira, Wellington convocou os vereadores para, supostamente, pedir perdão pelas ofensas feitas recentemente na tribuna. No entanto, entre a maioria dos parlamentares, o gesto foi interpretado apenas como uma estratégia de vitimização diante do julgamento que enfrentará na próxima quinta-feira.

A atitude foi recebida com desconfiança, já que os vereadores afirmam conhecer o histórico de Wellington, marcado por atitudes truculentas e desrespeitos constantes contra seus próprios pares.

Justiça em curso

Agora, no mandato atual, Wellington volta a ser alvo de dois processos de cassação. Cabe ao plenário da Câmara Municipal avaliar as provas e decidir se o parlamentar manterá ou não seu mandato.

A diferença é que, desta vez, o julgamento ocorrerá sem a influência de  Weligton  sentado na presidência da Câmara. A expectativa é de que haja imparcialidade, já que, quando comandava a Casa, Wellington não respeitava seus pares e tratava o Legislativo como uma propriedade privada, atendendo sempre aos anseios de seu pai, o ex-prefeito Isaú Fonseca — derrotado nas urnas após realizar um mandato considerado desastroso pela população.

A votação que definirá o futuro político do vereador Wellington Porgeres Góes da Fonseca, o “Negão do Isaú”, está marcada para a próxima quinta-feira, 04 de setembro de 2025

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