"JI-PARANÁ MERECE RESPEITO A SUA REALIDADE": PRESIDENTE DA AGERJI REAGE AO REAJUSTE AUTORIZADO PELA AGERO
Postada em 01 agosto 2025, 17:29:00

O reajuste de 4,42% nas tarifas de água e esgoto, autorizado pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Estado de Rondônia (AGERO) por meio da Resolução nº 82/2025/AGERO-PRES, provocou reação da Agência Reguladora Municipal de Ji-Paraná (AGERJI). A medida atinge diretamente os usuários atendidos pela CAERD no município.
Em entrevista ao Central Rondônia, o presidente da AGERJI, Fábio Gonçalves, informou que levará pessoalmente à presidência da AGERO, no início da próxima semana, um ofício solicitando a modulação dos efeitos do reajuste. A proposta da agência municipal inclui a suspensão ou aplicação escalonada do aumento até que haja contrapartidas concretas à população de Ji-Paraná.
Central Rondônia
Como a AGERJI avalia o reajuste autorizado pela AGERO?
Fábio Gonçalves
A Resolução nº 82/2025 aplica um reajuste linear de 4,42% sobre as tarifas de água e esgoto, sem observar a realidade local. Ji-Paraná não foi contemplada com nenhum plano de investimentos da CAERD, e sequer tem implantada, até hoje, a Tarifa Social. Estamos tratando de um aumento que penaliza os mais vulneráveis sem dar nenhuma contrapartida à cidade.
Central Rondônia
A Tarifa Social não é aplicada em Ji-Paraná?
Fábio Gonçalves
Ainda não. E esse é um dos principais pontos. A AGERJI já está com processo aberto para garantir a implantação da Tarifa Social no município, o que é uma política pública básica de justiça tarifária. Mas, mesmo sem isso, o reajuste foi autorizado de forma automática. Isso é o que nos preocupa e justifica a nossa reação.
Central Rondônia
O que será levado à presidência da AGERO?
Fábio Gonçalves
Vamos solicitar a modulação dos efeitos da resolução, com foco na aplicação escalonada do reajuste, especialmente para as faixas residencial e de baixa renda. Também propomos a convocação de audiência pública regionalizada, e exigiremos que a CAERD apresente plano de investimentos com metas e cronograma para Ji-Paraná. Não aceitaremos aumento tarifário sem contrapartida.
Central Rondônia
Como a agência municipal pretende conduzir esse diálogo?
Fábio Gonçalves
Com firmeza técnica e responsabilidade institucional. A regulação não pode ser insensível à realidade social. Ji-Paraná não é colônia de ninguém. O povo daqui merece respeito, e a AGERJI está pronta para defender isso com todos os instrumentos legais e regulatórios possíveis.
Fábio Gonçalves – Vamos solicitar a modulação dos efeitos da resolução, com foco na aplicação escalonada do reajuste, especialmente para as faixas residencial e de baixa renda. Também propomos a convocação de audiência pública regionalizada, e exigiremos que a CAERD apresente plano de investimentos com metas e cronograma para Ji-Paraná. Não aceitaremos aumento tarifário sem contrapartida.
Central Rondônia – Como a agência municipal pretende conduzir esse diálogo?
Fábio Gonçalves – Com firmeza técnica e responsabilidade institucional. A regulação não pode ser insensível à realidade social. Ji-Paraná não é colônia de ninguém. O povo daqui merece respeito, e a AGERJI está pronta para defender isso com todos os instrumentos legais e regulatórios possíveis.